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Crise Energética

14/02/2014
Edilson Lobão / Reuters
Ministro Lobão diz que Brasil não corre risco de racionamento
Em meio a temores de um eventual apagão ou racionamento de energia, o governo conseguiu ampliar sua capacidade de manobra, ainda que restrita, com o acionamento das usinas termelétricas, mais caras e poluentes, enquanto espera pelas chuvas.
A medida, tomada "tardiamente" na avaliação de especialistas, visa a complementar a geração das hidrelétricas e permitir a recomposição dos reservatórios de água.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste estão no nível mais baixo nos últimos dez anos.
Dados recentes do órgão revelam que as represas localizadas nas duas regiões permanecem com 28,54% de sua capacidade, ante a 76,23% no início do ano passado.
No Nordeste, o segundo maior parque gerador do país, os reservatórios apresentam uma situação um pouco melhor (30,64% da capacidade total), mas também abaixo da verificada no ano passado (59,33%).
Para Cristiano Prado, gerente de competitividade industrial e investimentos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a situação no país é extremamente delicada.
"O Brasil está gerando energia à plena potência. Apesar de não podermos determinar se haverá apagão ou racionamento, não há plano B. Ou seja, qualquer queda na linha de transmissão ou até uma falha humana poderiam deixar o país às escuras", disse ele.
Segundo dados da entidade, o nível das chuvas no Sudeste registra 72% da média histórica para o período, o que só ocorreu em 1933 e em 1934.
Conta de luz
Com o acionamento das usinas termelétricas, movidas a gás natural e a óleo diesel, a provável redução média de 20% na conta de luz anunciada por Dilma no ano passado tende a perder fôlego.
Nível dos reservatórios
Região Sudeste/Centro-Oeste: 28,34%
Região Sul: 41,36%
Região Nordeste: 30,64%
Região Norte: 40,23%
Isso porque seu custo mensal é de R$ 650 milhões e caso permaneçam ligadas representarão um custo de 0,8 ponto percentual de acréscimo na tarifa a ser paga pelo consumidor brasileiro por mês, de acordo com um estudo da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).
Para a Petrobras, segundo o Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (Cbie), que vem importando Gás Natural Liquefeito (GNL) para manter a operação dessas usinas, o ônus também deverá ser alto.
Se mantidas a 100% de sua capacidade durante o ano, o impacto de seu funcionamento para a estatal deverá ser de R$ 4 bilhões, considerando a diferença entre o preço de importação e o de venda no mercado interno.
Futuro
Especialistas também apontaram os riscos para o cenário energético brasileiro nos próximos anos.
Segundo eles, o aumento dos custos relativos à geração de energia aliado à pressão, por parte do governo, pela redução 
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